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Funcionário que aparece em vídeo constrangendo mulheres é demitido por companhia aérea

A companhia aérea LATAM demitiu nesta quarta-feira, o funcionário da companhia que trabalhava no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo e que aparece em um vídeo divulgado nas redes sociais com um grupo de torcedores brasileiros constrangendo mulheres durante a Copa do Mundo na Rússia.

No vídeo, os torcedores incentivam uma jovem estrangeira a repetir em português expressões pornográficas, sob o pretexto de ensiná-la cantos de torcida. Sem conhecer o idioma, a jovem sorri e repete as palavras que remetem ao órgão sexual feminino.

O caso tem gerado grande repercussão nacional e internacional.  Em nota, a LATAM afirma “que repudia veementemente qualquer tipo de ofensa ou prática discriminatória e reforça que qualquer opinião que contrarie o respeito não reflete os valores e os princípios da empresa, que tomou as medidas cabíveis, conforme seu código de ética e conduta”.

O repúdio as cenas grotescas e vergonhosas, protagonizadas pelos brasileiros na Rússia também foi manifestado em nota pela Diretoria do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.

Segundo a nota, “a naturalização com a qual esses homens desrespeitam a estrangeira, divertindo-se às gargalhadas, pulando e cantando um coro racista e abusivo, apenas provam o quanto estamos doentes como sociedade”.

“Além do machismo alarmante, o que causa asco e vergonha é a violência moral, cometida por homens que deveriam saber os limites de seus atos, estando, dentre eles, um colega advogado do Estado de Pernambuco”, afirma a nota da OAB.

 

A Procuradoria Especial da Mulher do Senado também divulgou uma nota de repúdio sobre o caso, que envolveu ainda um ex-membro do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Piauí (CREA-PI), advogado e ex-secretário de Turismo de Ipojuca (PE) e um tenente da Polícia Militar em Lages, Santa Catarina.

Além de reiterar que o grupo de torcedores envergonha o País por se apropriar do fato da jovem desconhecer o nosso idioma para humilhá-la e ridicularizá-la, a nota destaca que ao ser postado na internet, “o fato multiplica a gravidade da cena, que mostra em poucos segundos o porquê as mulheres brasileiras têm razão em lutar contra o machismo e uma realidade de estupros e feminicídios - crimes praticados contra mulheres pelo simples fato de serem mulheres- e que os homens insistem em pintar de cor-de-rosa.”

De acordo com o Ministério Público Federal, ao gravarem o vídeo, os brasileiros cometeram crime de injúria contra a mulher estrangeira, “sem que essa tivesse o conhecimento do idioma e do conteúdo da palavra repetida, fazendo com isso com que a humilhasse publicamente a honra e denegrisse sua dignidade, diante de seu cunho nítido machista e discriminatório". Eles vão ser investigados com base nos artigos um e três da Convenção Internacional sobre Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher.

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