Operação Fronteira Sul mira facção criminosa ligada ao tráfico e armas
Segundo as investigações, os suspeitos são envolvidos em crimes relacionados ao tráfico de drogas
Por: Jeferson Rodrigues
08 de maio de 2026
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O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagrou na manhã desta sexta-feira (8) a Operação Fronteira Sul, com foco no combate a uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios catarinenses e mantém ligação com organizações criminosas do Rio Grande do Sul.

A ação ocorre em apoio ao Procedimento Investigatório Criminal conduzido pela 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Brusque e ao Grupo Estadual de Enfrentamento a Facções Criminosas (GEFAC). Segundo as investigações, os suspeitos são envolvidos em crimes relacionados ao tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e atuação em organizações criminosas.

O principal investigado seria líder de uma facção gaúcha e, conforme o GAECO, anteriormente integrava uma organização criminosa de São Paulo. Outro investigado já foi condenado e cumpriu mais de 20 anos de prisão no sistema penitenciário paulista, mantendo atualmente conexões com facções criminosas de Santa Catarina.

Durante as apurações, os investigadores identificaram imagens do principal suspeito portando armas de fogo, utilizando colete balístico com identificação policial e uniformes semelhantes aos usados pelas forças de segurança de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Ainda conforme a investigação, tabletes de drogas apreendidos traziam inscrições com o nome de integrantes da organização criminosa, indicando alto grau de organização da facção.

Mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Vara Estadual das Organizações Criminosas e estão sendo cumpridos simultaneamente nas cidades de Itajaí (SC) e Cruz Alta (RS).

A operação conta com apoio do GAECO do Ministério Público do Rio Grande do Sul e da Polícia Penal de Santa Catarina, com equipes do Grupo Tático de Intervenção (GTI) e cães farejadores.

Os materiais apreendidos serão encaminhados à Polícia Científica para realização de perícias. A partir das evidências coletadas, o GAECO pretende aprofundar as investigações e identificar outros possíveis envolvidos na rede criminosa.

O procedimento segue sob sigilo judicial e novas informações poderão ser divulgadas após a liberação dos autos.

De acordo com o Ministério Público, o nome “Fronteira Sul” faz referência ao objetivo de combater as conexões criminosas entre facções dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, fortalecendo a segurança na região de fronteira entre os dois estados

Fonte: Redação Rádio Tri
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