Terá início às 9h30 da manhã desta sexta-feira (27) o julgamento de um homem denunciado pelo Ministério Público por feminicídio qualificado e tortura, em Dionísio Cerqueira. A sessão do Tribunal do Júri é realizada na Câmara de Vereadores
De acordo com o Ministério Público, o feminicídio ocorreu no dia 30 de dezembro de 2024, por volta das 13h, na estrada geral da Linha Jacob Maran, no interior do município. Conforme a denúncia, a vítima, que era companheira do réu, foi atingida por três golpes de faca — dois na parte superior esquerda do tórax e um na região superior do abdômen.
O laudo pericial apontou que a morte foi consequência direta das lesões provocadas pela arma branca.
Segundo a acusação, o crime é enquadrado como feminicídio por ter ocorrido no contexto de violência doméstica e familiar, já que o casal mantinha união estável. O Ministério Público também sustenta que o homicídio teve motivação torpe, relacionada a ciúmes e suspeita de infidelidade. Ainda conforme a denúncia, a vítima teria tido a defesa dificultada, pois foi levada a um local isolado e estava desarmada no momento do ataque.
A mulher deixou duas filhas pequenas, de 5 e 3 anos.
Além do feminicídio, o réu também responde por tortura. O Ministério Público afirma que, dias antes do crime, durante a madrugada, no interior de um veículo conduzido por ele, nas proximidades da Linha São Paulo, a vítima teria sido agredida e ameaçada com uma faca.
De acordo com a denúncia, o homem teria passado a lâmina pelo rosto da companheira e a golpeado com o cabo da faca, exigindo a senha do celular para verificar uma suposta traição. O laudo pericial descreveu múltiplas lesões na face, com cortes, escoriações e equimoses compatíveis com agressões.
A sessão é presidida pela juíza Adrielly Pinho Moreira. O Ministério Público é representado pelo promotor Rafael Baltazar Gomes dos Santos, com assistência do advogado Guilherme Cícero Moreira Maran. A defesa do réu é feita pelos advogados Gaspar Fidelis de Almeida Junior e Clederson Jardel Poesch.