Oeste de SC recebe R$ 94 milhões para enfrentar estiagem e desastres naturais
Este foi o maior pacote já entregue pelo Governo de Santa Catarina na área de proteção e defesa civil
Por: Jeferson Rodrigues
02 de março de 2026
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O Oeste catarinense viveu um momento histórico neste sábado (28), em Xanxerê. O governador Jorginho Mello oficializou a destinação de R$ 94 milhões em investimentos para a região, consolidando o maior pacote já entregue pelo Governo de Santa Catarina na área de proteção e defesa civil.

Ao lado do secretário de Estado da Proteção e Defesa Civil, Mário Hildebrandt, o governador assinou convênios, autorizou novos investimentos e realizou a entrega de equipamentos que vão reforçar a estrutura dos municípios no enfrentamento à estiagem, na prevenção de desastres e na reconstrução de infraestrutura.

Durante o evento, Jorginho Mello destacou o caráter estruturante do pacote. “Esse é um investimento histórico de R$ 94 milhões porque não estamos falando apenas de equipamentos, mas de proteção às pessoas. Estamos fortalecendo os municípios para que estejam preparados antes que o problema aconteça. O Oeste é uma região forte, produtiva e estratégica para Santa Catarina, e merece atenção, estrutura e respeito”, afirmou.

Caminhões-pipa e kits de Defesa Civil

Do total anunciado, R$ 27 milhões serão destinados à entrega de 54 caminhões-pipa, que vão reforçar o abastecimento de água potável em municípios afetados por períodos recorrentes de estiagem, especialmente em comunidades do interior e áreas mais atingidas pela escassez hídrica.

Outros R$ 19,5 milhões garantirão 78 kits de Defesa Civil, compostos por equipamentos essenciais para atuação em situações como enxurradas, vendavais e deslizamentos, ampliando a capacidade operacional das coordenadorias municipais e proporcionando respostas mais rápidas e eficazes em emergências.

O secretário Mário Hildebrandt ressaltou que o ato representa uma nova fase na política estadual de proteção e defesa civil. “Cada recurso autorizado aqui tem um objetivo claro: reduzir riscos, preservar vidas e dar autonomia aos municípios. Estamos investindo em drenagem, desassoreamento, infraestrutura rural e planejamento técnico. Isso significa menos prejuízo, menos sofrimento e mais segurança para a população”, afirmou.

Pontes, cabeceiras e obras estruturantes

Na área de restabelecimento, os investimentos somam R$ 46 milhões para a instalação de 159 pontes e 48 cabeceiras. As estruturas são consideradas fundamentais para manter a mobilidade, especialmente em áreas rurais, assegurando o escoamento da produção agrícola, o transporte escolar e o acesso das comunidades mesmo após eventos climáticos severos.

Além das entregas estruturantes, parte dos recursos será aplicada em obras estratégicas nos municípios. Em Sul Brasil, o investimento será destinado à aquisição de galerias pluviais para reforçar o sistema de drenagem urbana. Em Caibi, os recursos viabilizarão a canalização de um córrego na área central, reduzindo alagamentos e protegendo residências e comércios. Já Iraceminha receberá galerias para melhoria da infraestrutura de drenagem.

Em Dionísio Cerqueira, o aporte estadual permitirá a recuperação de estradas vicinais, fortalecendo o acesso às propriedades rurais. Na região da AMNOROESTE, Irati será contemplada com recursos para o desassoreamento do Rio Barra Grande, enquanto Quilombo receberá investimentos para o desassoreamento de 8,1 quilômetros do Rio Quilombo.

Na região da AMAI, Ponte Serrada contará com recursos para elaboração de projetos e estudos voltados à mitigação de riscos e inundações, e São Domingos terá investimentos destinados ao fortalecimento do planejamento preventivo. Já Xanxerê será contemplada com recursos para a construção do CIGERD Regional, que atuará como centro estratégico de monitoramento, coordenação e resposta a desastres, ampliando a integração regional da Defesa Civil.

Segundo o Governo do Estado, o conjunto de ações tem como objetivo ampliar a capacidade de prevenção, reduzir prejuízos e salvar vidas diante de eventos climáticos extremos, cada vez mais frequentes no Oeste catarinense

Foto: Roberto Zacarias/Secom GOVSC

Fonte: Oeste Mais
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