A movimentação na Aduana de Dionísio Cerqueira cresceu em fevereiro de 2026 e superou os números registrados em janeiro. Os dados divulgados pela Receita Federal apontam aumento no volume financeiro, no número de cargas e também na quantidade de documentos processados.
Só em fevereiro, a corrente financeira — que soma importações e exportações — chegou a mais de 69 milhões de dólares, o equivalente a cerca de 364 milhões de reais. O valor é mais de 12% maior que o registrado em janeiro. Desse total, cerca de 56% foram de importações brasileiras, enquanto as exportações responderam por aproximadamente 44%.
Somando os dois primeiros meses do ano, a movimentação já passa de 130 milhões de dólares, o que representa cerca de 688 milhões de reais. Mantido esse ritmo, 2026 pode fechar com mais de 4 bilhões de reais em movimentação. Mesmo assim, o recorde ainda é de 2024, quando o volume chegou perto de 5 bilhões de reais.
No transporte de cargas, também houve crescimento. Em fevereiro, pouco mais de 2 mil caminhões passaram pela Aduana, um aumento de quase 4% em relação a janeiro. Desse total, mais de 1.100 veículos transportavam produtos importados e cerca de 870 levavam cargas de exportação. No acumulado do ano, já são quase 4 mil caminhões. Se a média for mantida, mais de 23 mil veículos devem passar pela Aduana até o fim de 2026. O maior volume já registrado foi em 2025, com quase 26 mil caminhões.
Outro indicador que também apresentou alta foi o número de documentos liberados pela Receita Federal. Em fevereiro, foram mais de 1.500 processos, crescimento de 7,5% em relação a janeiro. A maior parte está ligada às importações. No acumulado do ano, já são mais de 3 mil documentos processados. A projeção é de mais de 18 mil até o fim de 2026, ainda abaixo do recorde de 2025, que passou de 20 mil.
Entre os principais produtos importados estão frutas, verduras, plásticos, madeira e itens da indústria de moagem, com destaque para negociações com Argentina, Chile e Uruguai. Já nas exportações, os principais produtos são papel, carnes, frutas, resíduos da indústria alimentícia e madeira, com destino principalmente para Argentina e Chile.
Outro dado que chama atenção é o número de veículos em lastro, ou seja, sem carga. Em fevereiro, foram registrados 568 veículos nessa condição passando pela Aduana.
Os números reforçam o crescimento da movimentação na fronteira e a importância da Aduana de Dionísio Cerqueira para o comércio internacional da região.