Pinhalzinho decreta situação de emergência por falta de combustível e restringe uso de veículos públicos
O decreto também determina que fornecedores reservem 10% da capacidade total de armazenamento de combustíveis para garantir o funcionamento de áreas prioritárias
Por: Alisson Júnior
19 de março de 2026
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O município de Pinhalzinho decretou situação de emergência nesta quarta-feira (18) devido à falta de combustível, que já impacta a prestação de serviços públicos. A medida foi oficializada por meio de decreto assinado pelo prefeito Alessandro Beltrame (PP).

Com a decisão, todas as secretarias municipais devem restringir o abastecimento de veículos, priorizando exclusivamente aqueles utilizados em serviços essenciais, como saúde e segurança pública.

O decreto também determina que fornecedores reservem 10% da capacidade total de armazenamento de combustíveis para garantir o funcionamento de áreas prioritárias, incluindo saúde, educação, assistência social, segurança pública, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil. Além disso, ficam dispensados de licitação os contratos para aquisição de bens necessários ao enfrentamento da situação emergencial.

Outra medida prevista é a mobilização de todos os órgãos municipais, que passarão a atuar sob a coordenação da Defesa Civil. O decreto terá validade de até 180 dias ou até que um novo documento seja publicado, quando a situação de desabastecimento estiver controlada.

A administração municipal justificou a decisão destacando a necessidade de manter os serviços públicos em funcionamento diante do impacto direto da escassez de combustível no atendimento à população.

Corrida aos postos gera preocupação

A situação ocorre em meio a um cenário de tensão envolvendo o governo federal e caminhoneiros, que tem provocado uma corrida aos postos de combustíveis nesta quarta-feira. Filas foram registradas em diversos municípios do estado, incluindo Pinhalzinho.

O movimento é impulsionado pelo receio de racionamento ou novos aumentos no preço da gasolina, influenciados pelo cenário internacional e pela alta do petróleo em meio a conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Apesar da preocupação, até o momento não há confirmação oficial de desabastecimento em nível nacional.

Fonte: Redação Rádio Fronteira
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