O Governo de Santa Catarina lançou, no último sábado (28), o programa Coopera Agro SC, que vai disponibilizar até R$ 1 bilhão em financiamentos para produtores de suínos e aves integrados a cooperativas e agroindústrias. A iniciativa foi anunciada durante a abertura da ExpoCampos 2026, em Campos Novos, no Meio-Oeste do estado.
Considerado um dos maiores programas estaduais de incentivo ao setor de proteína animal, o Coopera Agro SC tem potencial para gerar até R$ 26 bilhões em impacto econômico. A estimativa também prevê a criação de cerca de 40 mil empregos diretos e indiretos, além de beneficiar mais de 120 mil produtores em Santa Catarina.
As linhas de crédito terão taxa de juros fixa de 9% ao ano, com prazo de até oito anos para pagamento e dois anos de carência. Segundo o governador Jorginho Mello, o programa busca impulsionar investimentos no campo. “O Coopera Agro SC chegou para destravar investimentos, gerar oportunidades e fortalecer o agronegócio, que é um dos pilares da nossa economia”, afirmou.
O programa é coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária e será operacionalizado pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), com apoio das secretarias da Fazenda e do Planejamento.
Os recursos serão destinados principalmente a projetos de infraestrutura produtiva, gestão hídrica, modernização tecnológica, automação, sustentabilidade ambiental e produção de insumos estratégicos. A iniciativa também pretende incentivar a expansão das propriedades rurais e estimular a permanência de jovens no campo.
Em Concórdia, o produtor Eduardo Elias Port afirma que pretende utilizar o financiamento para ampliar a produção de suínos e investir em tecnologia, destacando a importância do programa para a sucessão familiar. Já o produtor Anselmo Antônio Ludea vê na medida a chance de retomar um projeto de expansão interrompido pelos altos custos de crédito, com expectativa de dobrar a capacidade de produção por meio da construção de novos aviários.
A operacionalização financeira será feita em parceria entre o Estado e o BRDE, com recursos públicos e privados, incluindo a possibilidade de uso de créditos acumulados de ICMS. O programa também contará com um comitê gestor responsável por acompanhar a execução e propor melhorias.
Para acessar as linhas de crédito, os produtores devem procurar as cooperativas ou agroindústrias às quais estão vinculados.