Policiais da região participam de operação contra quadrilha do “falso advogado” em São Paulo
Ação da Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu 12 mandados de busca e apreensão em cinco cidades paulistas contra grupo suspeito de aplicar golpes com uso indevido do sistema judicial
Por: Alisson Júnior
20 de maio de 2026
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A Polícia Civil de Santa Catarina, em ação integrada com a Polícia Civil de São Paulo, deflagrou na manhã desta quarta-feira (20) a Operação Guardião EPROC, com o objetivo de cumprir 12 mandados de busca e apreensão em municípios paulistas contra uma associação criminosa especializada em estelionatos virtuais. A investigação é conduzida pela Delegacia de Polícia de Fronteira de Itapiranga e contou com participação de policiais civis.

O grupo é suspeito de aplicar o golpe conhecido como “falso advogado” ou “falso precatório”. As ordens judiciais foram cumpridas simultaneamente nas cidades de São Paulo, Poá, Praia Grande, Guarujá e São Vicente. Durante a operação, os policiais buscaram apreender aparelhos eletrônicos, documentos e outros materiais de interesse da investigação.

As diligências tiveram apoio do Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (NIS/TJSC), do Núcleo de Inteligência do Tribunal de Justiça de São Paulo (NITJ) e suporte operacional da Polícia Civil paulista. De acordo com a Polícia Civil, as investigações começaram em novembro de 2025, após uma vítima relatar que passou a receber mensagens pelo WhatsApp contendo documentos oficiais extraídos do sistema EPROC do Tribunal de Justiça catarinense.

Os criminosos utilizaram indevidamente a identidade profissional da advogada da vítima para induzi-la ao erro, exigindo pagamentos para suposta liberação de valores judiciais. Durante a apuração, os investigadores identificaram a estrutura da organização criminosa, incluindo suspeitos responsáveis pelo recebimento e pulverização dos valores obtidos ilicitamente. A investigação também apontou indícios de uso irregular do sistema EPROC por meio de credenciais vinculadas a uma profissional sediada no Estado de São Paulo, que teria possível ligação com os demais investigados.

A operação contou ainda com acompanhamento institucional de representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que prestou apoio durante o cumprimento das medidas judiciais. As investigações seguem em andamento para identificação completa dos envolvidos e responsabilização penal dos autores do esquema criminoso.

Fonte: Redação Rádio Fronteira
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