Relatório da PRF aponta falhas em obras nas BR-163 e BR-282 e pede providências ao DNIT
O DNIT em Santa Catarina e o Ministério Público Federal não haviam se manifestado sobre o conteúdo do relatório até a publicação da matéria
Por: Jeferson Rodrigues
01 de julho de 2026
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Um relatório elaborado pela Unidade Operacional da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Guaraciaba aponta falhas nas obras de recuperação realizadas recentemente nas rodovias BR-163 e BR-282. O documento relata problemas na sinalização horizontal, baixa visibilidade noturna, ausência de dispositivos refletivos e o surgimento de buracos em trechos recém-recapeados.

As constatações envolvem o trecho da BR-163 entre a Unidade Operacional da PRF, na Linha Caravaggio, em Guaraciaba, e o entroncamento com a BR-282, em São Miguel do Oeste, além da BR-282 entre o trevo de acesso a São Miguel do Oeste e a ponte sobre o Rio das Antas, em Descanso.

Segundo o relatório, após uma manifestação anterior da PRF, a empresa responsável pelas obras implantou sinalização horizontal provisória, com pintura das faixas centrais e laterais da pista. No entanto, uma nova inspeção realizada semanas após a conclusão dos serviços apontou que a sinalização apresenta baixa retrorrefletividade, comprometendo a visibilidade durante a noite e em períodos de chuva.

O documento também destaca a ausência de tachas refletivas em diversos segmentos, equipamentos que auxiliam na orientação dos motoristas e reforçam a divisão das faixas de circulação.

Na BR-282, a situação considerada mais crítica está no trecho entre o trevo de São Miguel do Oeste e a ponte sobre o Rio das Antas. Conforme a PRF, a sinalização horizontal está desgastada ou inexistente, inclusive em áreas recentemente restauradas. Além disso, a ponte, pavimentada há poucas semanas, já apresenta buracos de grandes dimensões e não possui sinalização horizontal provisória ou definitiva.

Na BR-163, durante inspeção realizada no dia 29 de junho, entre os quilômetros 79 e 81, foram identificados ao menos 18 pontos com abertura de buracos ao longo de aproximadamente dois quilômetros. O trecho havia recebido recapeamento entre os meses de abril e junho deste ano.

O relatório também menciona os impactos das obras para os usuários das rodovias, que enfrentaram meses de operação no sistema "pare e siga", com formação de filas e registro de acidentes relacionados às alterações no fluxo de veículos.

Embora ressalte que não cabe à corporação avaliar tecnicamente a qualidade da obra, a PRF solicita que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e a empresa responsável verifiquem as condições apontadas. Entre as recomendações estão a recomposição da sinalização horizontal com materiais que atendam às normas técnicas, a avaliação da instalação de tachas refletivas e o monitoramento contínuo dos trechos. O documento ainda informa que, caso os problemas persistam, poderão ser adotadas novas medidas institucionais, incluindo eventual atuação conjunta com o Ministério Público Federal.

O DNIT em Santa Catarina e o Ministério Público Federal não haviam se manifestado sobre o conteúdo do relatório até a publicação da matéria'

Fonte: WH Comunicações
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