Justiça condena dois homens por aplicar o "golpe dos nudes" contra vítimas do Oeste de Santa Catarina
Segundo a investigação, o acusado criou um perfil feminino falso, trocou imagens íntimas com a vítima e, no dia seguinte, passou a fazer contato por outros números de telefone.
Por: Alisson Júnior
29 de julho de 2026
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O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) obteve a condenação de dois homens envolvidos no chamado "golpe dos nudes", em processos julgados na Comarca de Modelo. Os crimes ocorreram em 2020 e 2021 e seguiram um mesmo padrão: os criminosos criavam perfis falsos de mulheres nas redes sociais para conquistar a confiança das vítimas, obter imagens íntimas e, em seguida, exigir dinheiro por meio de ameaças.

No primeiro caso, referente a 2021, o réu foi condenado a quatro anos de prisão e três meses de detenção, em regime inicial semiaberto, pelos crimes de extorsão e falsa identidade. Ele também deverá indenizar a vítima em R$ 1 mil e poderá recorrer da sentença em liberdade.

Segundo a investigação, o acusado criou um perfil feminino falso, trocou imagens íntimas com a vítima e, no dia seguinte, passou a fazer contato por outros números de telefone. Em uma das ligações, se apresentou como psicólogo da suposta mulher e exigiu R$ 8 mil para reparar equipamentos que teriam sido danificados pelos pais dela. Em seguida, fingiu ser policial civil e pediu mais R$ 7.898 para evitar uma investigação. A vítima acabou transferindo R$ 1 mil ao criminoso.

No segundo caso, ocorrido em 2020, o réu, morador de Viamão (RS), foi condenado a sete anos, um mês e 25 dias de reclusão, em regime inicial fechado, pelos crimes de extorsão e divulgação de pornografia. Ele também foi condenado a indenizar a vítima em R$ 1.030.

Conforme a denúncia, o homem utilizou um perfil falso de mulher para convencer a vítima a enviar imagens íntimas e realizou diversas exigências financeiras, alegando despesas com conserto de celular e uma viagem. Posteriormente, passou a se identificar como delegado de polícia e exigiu R$ 12.800, afirmando que o dinheiro seria destinado à internação da suposta jovem. Além disso, enviou as imagens íntimas da vítima para a filha dela e ameaçou divulgar o conteúdo a outros familiares.

O promotor de Justiça Edisson de Melo Menezes destacou a importância do trabalho investigativo da Polícia Civil para a responsabilização dos envolvidos. O delegado Joel Specht ressaltou que as condenações foram obtidas com base nas provas reunidas durante as investigações conduzidas pela Polícia Civil e na denúncia apresentada pelo Ministério Público.

Fonte: Redação Rádio Fronteira
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