O comércio varejista do Brasil fechou 45,9 mil postos de trabalho no primeiro semestre de 2026, o pior resultado desde 2020. Segundo dados divulgados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o movimento é explicado por juros altos, economia perdendo força, migração para comércio eletrônico e gastos com as bets.
A tendência é que o desempenho continue fraco nos próximos meses, ainda sem contabilizar o impacto das 3 mil demissões do grupo Casas Bahia. O comércio varejista responde por 68% do estoque de vagas do comércio e só gerou vagas em três meses de 2026: março, maio e junho.
Os demais meses foram de quedas, incluindo setores de venda de automóveis e motos. A inclusão destes setores aliviou uma queda ainda maior, já que ambos geram vagas pelo crescimento do uso de aplicativos de entrega e transporte.
Os cortes afetaram principalmente o setor de vestuário com 30,9 mil demissões no período. Na sequência aparecem as lojas de calçados com 11,3 mil postos fechados e os super e hipermercados tiveram 5,6 mil vagas cortadas no período
Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil