A TV Globo cancelou no início da noite de hoje um debate entre candidatos à presidência que seria realizado às 21h30 (horário de Brasília).
A emissora atribuiu a decisão a "sucessivas decisões judiciais tomadas momentos antes da realização do debate" que causaram "insegurança jurídica" e representam "interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa têm de organizar os debates eleitorais", segundo disse em nota.
Em uma dessas decisões, a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu a emissora de exibir de forma destacada a cadeira vazia de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que decidiu se ausentar do debate — algo que estava previsto em regulamento da emissora para o encontro e acordado com representantes das campanhas, incluindo a do PT.
Flávio Bolsonaro (PL) anunciou ter desistido de ir ao debate poucas horas antes do evento devido a essa decisão do TSE, que criticou.
Em outra decisão, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou em liminar a inclusão do candidato Renan Santos (Missão) no confronto.
Renan não havia sido convidado pela Globo por não atender a uma exigência da legislação — a qual obriga as emissoras a convidarem candidatos cujos partidos tenham no mínimo cinco parlamentares no Congresso, um requisito que o Missão não cumpre.
Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil divergiram sobre a decisão de Estela Aranha. Já a liminar concedida por Gilmar Mendes foi mais criticada pelos entrevistados. Leia a análise completa no site da BBC News Brasil.