Idosa de 72 anos é operada no joelho errado em Curitiba; CRM-PR apura caso
A filha da paciente, Sabrina da Silva, afirmou que todos os exames anteriores mostravam a necessidade do procedimento no joelho esquerdo, mas a prótese foi implantada no no joelho direito.
Por: Luan Peretti
08 de outubro de 2026
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O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) instaurou um processo de sindicância para apurar cirurgia realizada em joelho de idosa de 72 anos em Curitiba. A prótese foi implantada no joelho errado em procedimento realizado no dia 30 de setembro no Hospital Cruz Vermelha. “Caso comprovada conduta violadora das regras éticas, as sanções previstas na Lei de criação dos Conselhos de Medicina vão desde advertência confidencial, podendo chegar à cassação do exercício profissional, a depender do grau de culpa e da gravidade das consequências apuradas”, afirmou o CRM, em nota encaminhada ao Bem Paraná.

Em entrevista à rádio Bandnews Curitiba, a filha da paciente, Sabrina da Silva, afirmou que todos os exames anteriores mostravam a necessidade do procedimento no joelho esquerdo, mas a prótese foi implantada no no joelho direito.

De acordo com ela, em uma primeira reunião o Hospital Cruz Vermelha se comprometeu a arcar com as necessidades da idosa no processo de recuperação, como fisioterapia, transporte e acompanhamento psicológico. “Porque agora ela está com as duas pernas acometidas não consegue se locomover”, afirmou a filha da idosa.

Uma nova cirurgia só pode acontecer daqui a 45 dias, porque a paciente perdeu muito sangue durante o primeiro procedimento.

Ainda segundo a família, o médico responsável afirmou que fez o na outra perna após um suposto pedido feito pela paciente, que estava sedada. A idosa diz não se lembrar de ter feito a solicitação.

Conforme estabelece o Código de Processo Ético-Profissional (Resolução CFM nº 2.306/2022), as sindicâncias e os processos ético-profissionais do CRM tramitam sob sigilo processual, garantindo às partes envolvidas os direitos constitucionais ao contraditório e à ampla defesa.

O Hospital Cruz Vermelha ainda não se manifestou sobre a ocorrência.

Fonte: Bem Paraná.
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