A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) instalaram um Centro de Operações de Emergência em Saúde Animal para coordenar as medidas de contenção da Doença de Newcastle, confirmada em uma granja de perus no município de Nova Itaberaba, no Oeste catarinense.
Desde terça-feira (20), 15 equipes de campo atuam na vigilância epidemiológica da região. Em dois dias, foram vistoriadas 46 propriedades com aves de subsistência, além de estabelecimentos comerciais, onde também foram coletadas amostras para análises laboratoriais.
O trabalho será ampliado para 1.680 propriedades rurais, sendo 166 localizadas em um raio de três quilômetros do foco e outras 1.514 em um raio de até dez quilômetros.
Na propriedade onde a doença foi identificada, foi concluído, na quarta-feira (21), o procedimento de destinação sanitária de 6.526 perus e insumos. Na quinta-feira (22), equipes da Cidasc acompanharam os trabalhos de limpeza e desinfecção das instalações. A retomada das atividades dependerá do cumprimento das exigências sanitárias, incluindo o período de vazio sanitário.
A Doença de Newcastle é uma enfermidade viral altamente contagiosa que afeta aves domésticas e silvestres. Entre os sintomas estão dificuldades respiratórias, diarreia, torcicolo, falta de apetite e queda na produção de ovos.
A Cidasc orienta os produtores a observarem possíveis sinais da doença e comunicarem imediatamente qualquer suspeita aos órgãos de defesa sanitária.
Segundo as autoridades sanitárias, o risco para seres humanos é considerado baixo, e o consumo de carne de aves e ovos provenientes de estabelecimentos inspecionados é seguro.
As ações de monitoramento e contenção seguem na região para evitar a disseminação da doença e proteger a produção avícola catarinense.