Mudança de hábitos de consumo com o distanciamento social e renda trazida pelo auxílio emergencial aumentaram as vendas de alimentos, eletrodomésticos e materiais de construção.
E encareceram também os preços dos produtos.
Segundo a Confederação Nacional do Comércio o avanço no volume comercializado em quatro segmentos em julho foi de quase 10 POR CENTO em supermercados; 18 POR CENTO no setor de móveis; 14 na construção e quase OITO no ramo farmacêutico.
A demanda aquecida aumentou em mais de 13 POR CENTO a participação dos eletrodomésticos na composição do IPCA, o índice da inflação.
Tijolo e cimento encareceram 16 e 10 POR CENTO, respectivamente.
E o arroz – o vilão das prateleiras dos supermercados – elevou a participação no índice em 19 POR CENTO, incrementado pelo alta do dólar e aumento das exportações.
Especialistas apostam que, com a redução do auxílio emergencial de 600 para 300 reais a partir deste mês, os setores devem ter retração, com enfraquecimento do poder de consumo.