Operação contra tráfico bloqueia R$ 21 milhões e prende articulador de organização criminosa
Segundo a Polícia Civil, parte dos investigados possui antecedentes por homicídio, tráfico de drogas e roubo
Por: Jeferson Rodrigues
12 de junho de 2026
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Uma operação conjunta das polícias civis de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul resultou, na manhã desta quinta-feira (11), na prisão de um homem apontado como o principal elo entre organizações criminosas dos dois estados. A ação é um desdobramento da Operação Apakani, iniciada em 2023 após a apreensão de 1,3 tonelada de maconha em Canoas, no Rio Grande do Sul. O suspeito, considerado um dos principais alvos da investigação, foi localizado e preso no bairro Rio Tavares, em Florianópolis. Segundo as autoridades, ele seria responsável por intermediar a logística e a articulação entre grupos criminosos envolvidos no tráfico interestadual de drogas.

A operação mobilizou forças de segurança em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e São Paulo, com o objetivo de combater o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro. Ao todo, foram cumpridos 33 mandados de prisão, sendo 28 preventivos e cinco temporários, além de 69 mandados de busca e apreensão. Durante as investigações, a polícia identificou uma movimentação financeira estimada em R$ 21,3 milhões atribuída à organização criminosa. Para enfraquecer a estrutura financeira do grupo, a Justiça determinou o bloqueio de 59 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de 14 veículos e a quebra de sigilos bancários e fiscais.

De acordo com os investigadores, a organização mantinha uma estrutura sofisticada para distribuição de cocaína, crack e maconha, utilizando uma rede logística interestadual para o transporte de entorpecentes e movimentação de recursos ilícitos. As apurações também revelaram um esquema de lavagem de dinheiro baseado no fracionamento de depósitos, uso de contas de terceiros, triangulações bancárias e aquisição de bens para ocultar a origem dos valores obtidos com o tráfico.

Outro aspecto identificado foi a utilização de imóveis alugados em áreas nobres para dificultar o monitoramento policial e conferir aparência de legalidade às operações financeiras da organização.

Segundo a Polícia Civil, parte dos investigados possui antecedentes por homicídio, tráfico de drogas e roubo. A operação contou com a participação de 299 policiais civis e o apoio de órgãos de segurança, do Ministério Público e do Poder Judiciário. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento patrimonial da organização criminosa

Fonte: Redação Tri-FM
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