Polícia Civil divulga imagem de falso advogado foragido investigado por série de golpes
O investigado mantinha proximidade com as vítimas e dizia ter influência junto a magistrados e ligação com um escritório de advocacia de Blumenau
Por: Jeferson Rodrigues
03 de julho de 2026
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A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Xanxerê, investiga um esquema de estelionato e falsificação de documentos que teria sido praticado por um homem de 31 anos. Segundo a investigação, ele se passava por advogado, utilizando um sobrenome falso, para conquistar a confiança das vítimas e aplicar golpes financeiros. De acordo com a Polícia Civil, os crimes ocorreram entre 2024 e 2026. O investigado mantinha proximidade com as vítimas e dizia ter influência junto a magistrados e ligação com um escritório de advocacia de Blumenau. Com isso, afirmava administrar supostos processos judiciais e conseguia acesso às informações financeiras, dispositivos eletrônicos, senhas bancárias e cartões de crédito das vítimas.

As investigações apontam que o suspeito produzia decisões e mandados judiciais falsificados, utilizando nomes de juízes reais e linguagem técnica para dar aparência de autenticidade aos documentos. Em um dos casos, ele alegava que as vítimas estavam sendo monitoradas pela Polícia Civil e as ameaçava com a prisão de familiares caso não seguissem suas orientações.

Ainda conforme a investigação, o homem realizou empréstimos de alto valor, abriu contas bancárias sem autorização e administrou cartões de crédito em nome das vítimas, causando prejuízos financeiros significativos. Diante da gravidade dos fatos, a Justiça decretou a prisão preventiva do investigado, determinou o bloqueio de até R$ 550 mil em contas bancárias dele e de sua companheira, além de impor restrição sobre um veículo registrado em seu nome.

A Polícia Civil informou que, apesar das diligências realizadas, o suspeito segue foragido. A divulgação de sua imagem tem como objetivo auxiliar na localização do investigado e identificar outras possíveis vítimas do esquema. As apurações também confirmaram que ele não possui registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e que os processos judiciais apresentados às vítimas eram inexistentes.

Informações sobre o paradeiro do investigado podem ser repassadas de forma anônima à Polícia Civil

Fonte: Redação Tri-FM
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