Um estudo do Centro de Liderança Pública (CLP) revelou que a conta de energia elétrica no Brasil pesa mais no orçamento da população do que em 77 dos 138 países analisados. A pesquisa, elaborada pelo economista Daniel Duque, relaciona o custo da eletricidade ao poder de compra dos consumidores.
Segundo o levantamento, menos da metade do valor pago na fatura corresponde à energia consumida. A tarifa é composta por 30,4% referentes à geração, 26,1% à distribuição, 18,1% a impostos e tributos, 15,2% a encargos e subsídios e 10,1% aos custos de transmissão.
Mesmo com uma matriz elétrica baseada em fontes renováveis, o consumidor brasileiro continua pagando uma série de encargos previstos na legislação, o que contribui para o alto valor da conta de luz.
O cenário impulsiona debates no Congresso Nacional sobre mudanças no setor elétrico. Entre as propostas está a possibilidade de consumidores residenciais e comerciais escolherem de qual empresa comprar energia, mantendo as distribuidoras responsáveis apenas pela infraestrutura de transmissão.
De acordo com as estimativas apresentadas durante as discussões, a maior concorrência e a redução de encargos poderão diminuir o valor da conta de energia em até 32% nos próximos anos, caso as mudanças sejam aprovadas e regulamentadas.