O movimento pela Aduana de Dionísio Cerqueira apresentou queda em agosto na comparação com julho, que havia registrado recorde mensal. Segundo o delegado da Receita Federal, Arnaldo Borteze, a redução ocorreu principalmente devido à interrupção, por vários dias, da passagem de veículos pela Cordilheira dos Andes, entre Argentina e Chile.
Em agosto, a corrente financeira chegou a US$ 95,5 milhões, cerca de R$ 493,8 milhões, queda de 11,7% em relação a julho, quando foram movimentados US$ 108,2 milhões. Do total de agosto, US$ 65,8 milhões foram referentes às importações e US$ 29,7 milhões às exportações.
Nos primeiros oito meses de 2026, a movimentação acumulada alcançou US$ 691,5 milhões, aproximadamente R$ 3,57 bilhões. Mantida a média, o ano poderá terminar com mais de US$ 1 bilhão movimentado, superando o recorde anual de 2024.
O movimento de caminhões também caiu. Em agosto, 2.366 veículos de carga passaram pela Aduana, redução de 13,1% frente aos 2.723 registrados em julho. No acumulado do ano, são 19.389 caminhões. A projeção é chegar a cerca de 29 mil até dezembro, acima do recorde de 25.936 registrado em 2025.
A Receita Federal ainda desembaraçou 1.927 documentos em agosto, queda de 7,7% na comparação com julho. No ano, são 15.489 documentos.
Entre os principais produtos movimentados estão frutas, madeira, plásticos, produtos hortícolas, papel, carnes e derivados. Argentina, Chile e Uruguai aparecem entre os principais parceiros comerciais.
Apesar da redução em agosto, a Aduana de Dionísio Cerqueira segue com possibilidade de encerrar 2026 com novos recordes de movimentação financeira, cargas e documentos.