Um forte esquema de segurança foi montado em Brasília para a sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15), que analisará o caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
A sessão está marcada para começar às 10h e poderá resultar na abertura de uma investigação contra Moraes em razão das mensagens trocadas com Vorcaro.
De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), a Praça dos Três Poderes ficará fechada por grades durante o julgamento. O espaço reúne as sedes do STF, do Palácio do Planalto e do Congresso Nacional.
Vias bloqueadas e manifestações afastadas do STF
As vias de acesso à região também terão restrições. Os bloqueios serão realizados nas proximidades do Palácio do Itamaraty e da Alameda das Bandeiras, na altura do Congresso Nacional.
O acesso e o estacionamento de veículos no perímetro estarão proibidos, com acompanhamento das forças de segurança.
Manifestações previstas para esta terça-feira deverão respeitar uma distância de aproximadamente 670 metros da sede do Supremo. Entre as mobilizações anunciadas está uma concentração convocada pelo governador de Minas Gerais e presidenciável Romeu Zema (Novo).
O esquema segue modelo semelhante ao utilizado durante o julgamento da trama golpista, em setembro de 2025.
Drones e detectores de metais
O acesso ao perímetro do STF terá portais detectores de metais e equipamentos de raio X. O monitoramento também contará com drones térmicos da Polícia Militar do Distrito Federal, além de equipamentos da própria Corte.
A operação envolve atuação integrada da Secretaria de Polícia Judicial do STF, SSP-DF, Comando Militar do Planalto, Forças Armadas, Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e demais forças de segurança.
Jornalistas e profissionais previamente credenciados poderão acessar a estrutura a partir das 7h. Além do plenário, haverá uma área externa com painéis, telões e cadeiras nas proximidades da marquise do STF.
Fachin será o primeiro a votar
Após a abertura da sessão, os ministros deverão cumprir os procedimentos iniciais e, em seguida, ocorrerá o pregão do processo, que marca formalmente o início do julgamento.
O presidente do STF e relator do caso, Edson Fachin, fará a leitura do relatório e definirá as questões que serão submetidas ao plenário. Depois, a Procuradoria-Geral da República (PGR) poderá se manifestar, além de eventuais sustentações orais.
Fachin apresentará então seu voto, seguido pelos demais ministros conforme o rito da Corte. Ao final, o presidente proclamará o resultado.
A sessão será transmitida ao vivo pela TV Justiça e pelos canais oficiais do STF no YouTube.