Disputa acirrada entre Lula e Flávio leva investidor a buscar proteção
Para investidores mais arrojados, a eleição também abre espaço para a compra de ativos que podem se beneficiar das políticas econômicas projetadas para cada candidato.
Por: Luan Peretti
28 de setembro de 2026
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A acirrada disputa pela presidência do Brasil, com pesquisas indicando maior equilíbrio entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na corrida eleitoral, tende a favorecer a busca por ativos de segurança e a diversificação da carteira de investimento.

Analistas recomendam títulos públicos e CDBs (Certificados de Depósito Bancário), na renda fixa, e ações de serviços públicos e empresas de commodities, na renda variável, como opções para investidores mais cautelosos. Esses ativos podem contribuir para reduzir a exposição às oscilações provocadas pelo cenário eleitoral.

Para investidores mais arrojados, a eleição também abre espaço para a compra de ativos que podem se beneficiar das políticas econômicas projetadas para cada candidato.

Homem caminha em frente a painel eletrônico que exibe índices de mercado na Bolsa de Valores, em São Paulo. Para João Ferreira, sócio da One Investimentos, os ajustes na carteira dependem de como o portfólio do investidor está estruturado. “Se ele já montou uma estratégia mais diversa, com alocação em diferentes classes de ativos, eventualmente vai ser necessário um ajuste mais tático. Agora, para aquele investidor que tem um posicionamento mais concentrado, com uma alocação mais direcionada a alguma tese, a diversificação é recomendada”, afirma.

Na renda fixa, o cenário de volatilidade leva à preferência por ativos atrelados à Selic, a taxa básica de juros brasileira, ou ao CDI, taxa de referência para operações entre bancos. “São ativos que não variam tanto. Isso acontece porque a remuneração acompanha mais diretamente o índice de referência, o CDI ou a taxa Selic, e não sofre a oscilação de preço provocada pelas expectativas para os juros futuros”, diz Ferreira.

Na renda variável, Ferreira destaca empresas de serviços públicos, como saneamento e energia, para proteção, além do setor de construção. “São companhias que, geralmente, têm receita indexada à inflação, o que proporciona um fluxo de caixa mais previsível e que não depende dos juros. Outro setor válido é o da construção para a baixa renda, com empresas relacionadas ao Minha Casa, Minha Vida, que hoje é uma política de Estado que independe de governo.”

Em relatório, o BTG, com base em conversas com gestores do mercado, destaca a expectativa de uma eleição competitiva e de carteiras com níveis de risco relativamente controlados. O banco diz que as ações da Petrobras são consideradas ativos de consenso, independentemente do resultado das urnas –em 2026, os papéis se valorizaram em meio à alta dos preços do petróleo.

A instituição afirma ainda que, caso o desfecho eleitoral seja interpretado de forma positiva, ações de instituições financeiras, como B3, XP e BTG Pactual, podem se beneficiar, além de Rede D’Or, Cyrela, Petrobras e Motiva.

Fonte: Agência Senado
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