Dez deputados catarinenses que tinham mandato não conseguiram se reeleger neste domingo (4). Conforme a totalização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ficaram fora quatro deputados federais e seis estaduais que tentavam mais quatro anos em Brasília ou na Assembleia Legislativa.
O levantamento do Jornal Razão cruzou os eleitos de 2022 com o resultado final de 2026. Na Câmara, 13 dos 16 deputados federais concorreram de novo, e nove se reelegeram. Na Alesc, 31 dos 40 eleitos há quatro anos buscaram novo mandato, e 26 conseguiram.
A maior queda foi a de Jorge Goetten (Republicanos). Terceiro deputado federal mais votado do estado em 2022, com 159.339 votos, ele teve 43.449 agora. Ismael dos Santos (PL) caiu de 110.531 para 74.644 e ficou a 1.814 votos da última vaga do partido.
Dois deputados federais perderam o mandato mesmo com mais votos do que na eleição passada. Valdir Cobalchini (MDB) passou de 98.124 para 99.751, e Fábio Schiochet (União Brasil) foi de 51.824 para 80.382. Os dois ficaram como suplentes porque MDB e a federação de União Brasil e PP elegeram um deputado cada.
Na Alesc, a disputa mais apertada foi a de Jair Miotto (PL), que fez 36.971 votos e ficou a 90 de Marcius Machado, dono da última cadeira do partido. Ivan Naatz (PL), com 35.606, também ficou na suplência. Matheus Cadorin (Novo) quase dobrou a votação, de 12.390 para 22.776, mas o partido elegeu um deputado só.
Marcos Vieira (PSDB) teve 37.916 votos e ficou sem vaga porque a federação de PSDB e Cidadania não atingiu o mínimo exigido para disputar cadeiras. Berlanda (PSD) caiu de 41.488 para 22.821. Alex Brasil (PL), suplente que exercia o mandato, fez 19.570 votos.
Os atuais mandatos terminam em 31 de janeiro de 2027. Os eleitos tomam posse no dia seguinte.