O número de mulheres eleitas por Santa Catarina para a Câmara dos Deputados e para a Assembleia Legislativa cresceu nesta eleição. Conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o estado elegeu 11 deputadas neste domingo (4), três a mais do que em 2022.
O levantamento do Jornal Razão usou o registro de candidaturas e os resultados oficiais do TSE das duas eleições. Na Câmara, a bancada feminina catarinense passou de cinco para seis deputadas, entre 16 cadeiras. Na Alesc, subiu de três para cinco, entre 40.
Além de aumentarem em número, as mulheres lideraram a votação. Júlia Zanatta (PL), com 560.223 votos, e Ana Paula Lima (PT), com 201.377, foram as duas candidaturas mais votadas para deputado federal. Na Assembleia, o mesmo aconteceu com Ana Campagnolo (PL), que teve 387.523 votos, e Luciane Carminatti (PT), com 124.590.
Três nomes chegam à bancada federal. Giovana Mondardo (PCdoB), vereadora de Criciúma, foi eleita com 114.792 votos. Paulinha (Podemos), hoje deputada estadual e ex-prefeita de Bombinhas, fez 92.598. Geovania de Sá (Republicanos), eleita deputada federal em 2014 e 2018, conquistou novo mandato com 74.603. Daniela Reinehr (PL) também se reelegeu.
Na Alesc, as três novas deputadas são Juliana Maciel (PL), eleita duas vezes prefeita de Canoinhas, com 43.142 votos, Chica do Eskudlark (PL), que foi prefeita de Salete, com 39.929, e Anna Carolina (Republicanos), vereadora de Itajaí, com 25.647.
Duas deputadas federais eleitas em 2022 não disputaram a reeleição. Carol De Toni (PL) foi eleita senadora neste domingo, e Carmen Zanotto foi eleita prefeita de Lages em 2024.
Mesmo com o aumento, as mulheres seguem em minoria. Elas ocupam 37,5% das cadeiras catarinenses na Câmara e 12,5% das vagas da Assembleia, onde serão cinco deputadas e 35 deputados. As eleitas tomam posse em 1º de fevereiro de 2027.