GAECO deflagra operação contra o PCC na região
A operação prevê o cumprimento de 16 mandados de prisão preventiva e 29 mandados de busca e apreensão.
Por: Luan Peretti
29 de outubro de 2026
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O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina, deflagrou na manhã desta quinta-feira (29) a Operação Tabuleiro, com foco no combate à atuação da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

A operação prevê o cumprimento de 16 mandados de prisão preventiva e 29 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas de Santa Catarina.

As ações ocorrem simultaneamente em São Miguel do Oeste, Chapecó, Abelardo Luz, Irani, Xaxim, Zortéa e Concórdia, além de Joinville e Itajaí, em Santa Catarina. No Paraná, também são realizadas diligências em Francisco Beltrão e União da Vitória.

Segundo o Ministério Público, a investigação busca identificar integrantes da facção e desarticular sua estrutura de comando na região Oeste. Parte das ordens judiciais é cumprida em unidades prisionais, diante de indícios de que membros da organização continuavam atuando no grupo mesmo durante o cumprimento de penas.

Até o momento, a operação resultou em duas prisões em flagrante por crimes relacionados ao tráfico de drogas e à posse irregular de munições. Os resultados são preliminares, já que as diligências continuam.

A ação mobiliza equipes do GAECO, Polícia Penal, Polícia Militar e Polícia Civil, com apoio de unidades especializadas, equipes de inteligência, cães policiais e aeronaves.

A Operação Tabuleiro é um desdobramento das investigações iniciadas na Operação Maserati, em 2020, e aprofundadas pela Operação Coluna Sul, realizada em julho deste ano.

Conforme o MPSC, as investigações identificaram uma estrutura criminosa organizada, com divisão de funções e atuação dentro e fora dos presídios, especialmente no Oeste e Extremo-Oeste de Santa Catarina.

Os materiais apreendidos serão analisados para auxiliar na identificação de novos envolvidos e no aprofundamento das investigações, que seguem sob sigilo.

Fonte: Ministério Público de Santa Catarina
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