Polícia Civil cumpre mandado contra mulher suspeita de se passar por juíza federal em Itapiranga
A suspeita é uma mulher de 31 anos, natural do Estado do Pará, que residia no município há cerca de quatro meses.
Por: Alisson Júnior
20 de janeiro de 2026
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Uma mulher investigada pela Polícia Civil é suspeita de usar o chamado “carteiraço”, apresentando-se falsamente como juíza federal para obter vantagens e aplicar golpes em Santa Catarina.

O caso veio à tona após o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, realizado na tarde desta segunda-feira (19), em Itapiranga, no Oeste catarinense. A ação foi realizada pela Delegacia da Polícia Civil de Itapiranga e decorre de uma investigação que apura os crimes de estelionato, exploração de prestígio e fingir-se funcionário público. A suspeita é uma mulher de 31 anos, natural do Estado do Pará, que residia no município há cerca de quatro meses.

Segundo o delegado da Comarca de Itapiranga, Fabiano Andrade, a investigada utilizava um falso cargo no Judiciário para ludibriar vítimas. Conforme a Polícia Civil, a mulher prometia facilitar a solução de problemas relacionados à legalização de terras, aposentadorias e regularização de veículos com documentação atrasada. Em ao menos um dos casos apurados, uma vítima teve prejuízo aproximado de R$ 5 mil. Ainda conforme o delegado, há informações de que, em algumas situações, a suspeita também teria se apresentado como policial civil, ampliando o poder de convencimento sobre as vítimas. Os policiais localizaram e apreenderam cinco aparelhos celulares, uma pasta contendo documentos pessoais, contratos e registros de possíveis outras vítimas, além de um broche do Poder Judiciário Federal, utilizado pela investigada para conferir maior credibilidade às falsas declarações.

Também foram apreendidas duas armas de airsoft, sendo uma delas com aparência semelhante à de uma pistola. Os aparelhos eletrônicos e a documentação apreendida serão submetidos à perícia técnica para extração de dados, identificação de novas vítimas e apuração da eventual participação de outras pessoas no esquema. A Polícia Civil orienta que outras possíveis vítimas compareçam à Delegacia de Itapiranga para registrar boletim de ocorrência e colaborar com a investigação, que segue em andamento.

Fonte: Redação Rádio Fronteira
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