Os estados brasileiros e o Distrito Federal aprovaram um novo reajuste do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a gasolina, o diesel e o gás de cozinha. Os novos valores, definidos pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), entrarão em vigor em 1º de fevereiro de 2027.
Este será o terceiro ano consecutivo de aumento do imposto estadual sobre esses produtos. O maior reajuste será aplicado ao diesel, com elevação de 11,1%, equivalente a 13 centavos adicionais de imposto por litro.
Na gasolina, o aumento será de aproximadamente 4,5%, representando sete centavos a mais por litro. Já o gás de cozinha terá reajuste de 4,8%, com acréscimo de sete centavos por quilo.
Para o botijão tradicional de 13 quilos, o aumento corresponderá a aproximadamente 91 centavos no valor do imposto por unidade.
Impactos no transporte e na economia regional
Em Santa Catarina, especialmente no Extremo-Oeste, o reajuste poderá provocar reflexos nos custos de transporte de cargas, na produção agropecuária e na distribuição de mercadorias.
O diesel é um dos principais combustíveis utilizados no transporte rodoviário, e a elevação da tributação poderá pressionar os custos operacionais de transportadoras, empresas e produtores rurais.
Segundo o Confaz, a atualização considera a variação dos preços médios dos combustíveis divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com base na comparação de períodos de 2025 e 2026.
Apesar do aumento do imposto, o reajuste não significa que os preços nas bombas subirão automaticamente na mesma proporção. O valor final pago pelo consumidor também depende dos preços das refinarias, da distribuição e das margens de comercialização.
As novas alíquotas serão aplicadas em todo o território nacional a partir de fevereiro de 2027.